sexta-feira, 3 de julho de 2015

Precisamos recomeçar a dialogar com as estrelas



Precisamos recomeçar a dialogar com as estrelas
Estamos obcecados pela mente, nossa educação e nossa civilização têm uma fixação pela mente porque ela foi responsável por todos os avanços tecnológicos, e para nós isso resume tudo.
O que o coração pode nos dar? Com certeza, nada high tech, industrial ou capaz de gerar dinheiro. Mas pode nos proporcionar alegria, celebração e também uma enorme sensibilidade para a beleza, celebração e também uma enorme sensibilidade para a beleza, a música e a poesia.
Além disso, é capaz de guiá-lo no mundo do amor e da oração, mas essas coisas não são commodities.
Você não pode aumentar sua conta bancária usando apenas o coração nem lutar em grandes guerras, assim como não pode produzir bombas atômicas nem destruir as pessoas pelo coração.
O coração sabe criar, enquanto a mente é destrutiva, infelizmente, nossa educação, ficou presa à mente.
Nossas universidades, faculdades e escolas estão destruindo a humanidade. Pensam estar lhe prestando um grande serviço, mas apenas enganam a si mesmas. A menos que a raça humana atinja um equilíbrio e o coração e a mente amadureçam, continuaremos sofrendo. À medida que nos tornamos mais centrados na mente e, por outro lado, cada vez mais alheios ao coração, nosso sofrimento tende a aumentar.
Somos responsáveis por criar um inferno na Terra e só pioramos essa situação.
O paraíso pertence ao coração.
Ainda assim, ninguém entende mais essa linguagem. O coração foi completamente esquecido. Somos capazes de compreender a lógica, não o amor. Compreendemos a matemática, não a música.
Nós nos tornamos cada vez mais acostumados às coisas mundanas e ninguém parece ter a coragem de trilhar os percursos do desconhecido, os labirintos do amor e do coração.
Entramos em sintonia com o mundo da prosa, e a poesia acabou se tonando insignificante.
Tudo o que há de criativo no homem está sendo reduzido à produção cada vez mais de “coisas”. A criatividade está perdendo. Seu apelo, e a produtividade se transforma no principal objetivo da vida.
Em vez da criatividade, valorizamos a produtividade: discutimos como produzir mais, mas esquecemos que isso nos proporciona apenas coisas, não valores. As pessoas podem se tornar ricas externamente, mas empobrecidas interiormente.
A produção se preocupa com a quantidade, enquanto a criação se preocupa com a qualidade. A produção não exige capacidade de criação, ela é medíocre: qualquer imbecil pode se dedicar a ela, basta aprender alguns truques básicos.
O homem perdeu seu lado poético, seu impulso criativo. Nós estamos demasiadamente interessados em produtos, em novidades eletrônicas, em produzir cada vez mais coisas. É fundamental trazer de volta o coração e o amor à natureza.
Precisamos prestar mais atenção às rosas, às flores de lótus, às árvores, às rochas e aos rios.
Precisamos recomeçar a dialogar com as estrelas.

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