quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Unicidade não é uma utopia...

Em que aspectos nos baseamos? Quais são as referências nas quais nos apegamos, nos sentimos adequados?

Enquanto ficarmos presos as meras aparências, formas, estórias de um ou de outro, ou mesmo comparando as nossas próprias com outras, estaremos mergulhados na maior escuridão, na maior confusão.

As formas, as estórias são meras aparências da Totalidade; é como ela se apresenta no pequeno, no particular, mas o mais importante é que ampliemos nosso olhar e percebamos que existe o rio da vida fluindo, e esse rio da vida é Um só, é o mesmo em mim, em ti, na árvore, no animal, é o mesmo e vasto fluxo dinâmico e eterno que se apresenta na forma, experimenta, vive experiências múltiplas e se dissolve em si mesmo, e mesmo assim, permanece...

A simples mudança de percepção daquilo que é aparentemente isolado, separado, diferente, em um segundo se torna Totalidade. 

É como se olhássemos fixo para a ponta dos nossos dedos por muito tempo, e em um segundo levantássemos os olhos e víssemos a vastidão do horizonte aberto diante de nós.
Nosso dedo é importante? Sim, claro, fundamental eu diria. Mas ampliar o olhar e captar a vastidão que se encontrava bem ali na nossa frente... isso é divino!

A Existência, Deus, ou o Absoluto é sempre presente, é sempre realidade. 

Nunca deixou de ser. A Totalidade é tamanha que podemos inclusive ignorá-la e vivermos uma vida de indiferença em relação a ela, e passar por isso anos e anos, vidas e vidas, simplesmente acreditando que a vida é isso mesmo, cada um por si, que cada homem é uma ilha, que nada está ligado, o que eu vivo e faço nada tem a ver com você e por aí vai. 

Viver assim é absolutamente possível, e digo mais, é como vivem hoje milhões de pessoas nesse mundo. Vivem com a "ideia" de separação, de isolamento, vivem acreditando que são entidades separadas, que nada lhes toca, a não ser que elas assim o permitam. Isso é uma ilusão.
Vejam que no momento que respiro, me conecto com o mundo inteiro, com todos que vivem e respiram o mesmo ar que nos circunda. Posso viver no Ocidente ou no Oriente,não importa, o chão que eu piso é o mesmo que você; o planeta não conhece fronteiras, limite, demarcações; Visto do espaço a Terra é uma só. Não tem como ver nem mesmo se existe algo chamado humanidade, se olharmos do espaço. 

A Terra, o Cosmo e nós sempre fomos um só corpo, e como disse Jesus: Um só corpo e Um só Espírito.


Essa consciência da Unicidade não é uma utopia, não é crença, e nem é algo da nova era ou coisa assim, é mesmo a realidade se apresentando, se mostrando como sempre foi, nada de novo nisso; a novidade é que estávamos tão presos as divisões que nós mesmos criamos - como países, línguas, culturas, diferenças de raças, de cores, de hábitos, de tanta coisas - que isso se tornou referência da realidade para nós, mas em termos de Vida, de Existência de Natureza mesmo, isso nunca foi verdade, nunca existiu.

A ecologia já mostrou o quanto a natureza é integrada, é um corpo vivo, e existe uma forte interindependência entre todos os seres vivos, as plantas, os microrganismos, o clima, as estações enfim, a ciência vem mais e mais revelando aquilo que os Mestres já ensinavam desde os tempos mais remotos. Não existe a possibilidade nem a mais remota, de que algo aconteça fora do Todo, simplesmente porque o Todo é Todo em Tudo. Não é algo que vá até aqui, e dali para frente não esteja mais presente. Não, a Totalidade é sempre presente, e Tudo está incluído  Tudo acontecendo dentro de uma imensa, infinita engrenagem cósmica.


A não dualidade nos aponta exatamente isso. 


Não é uma questão de crença, não é uma filosofia, não é algo que precise estudar anos e anos, não! A Não dualidade ou Advaita é uma simples constatação. É ver aquilo que está diante dos nossos olhos desde sempre. Tão óbvio que nos escapa. Tão evidente que acabou sendo posto de lado. Tão absoluto que virou "paisagem"...

A não dualidade é simplesmente constatar, compreender, se render e finalmente maravilhar-se com aquilo que É. 
A Totalidade, Deus, Existência nos mínimos detalhes, nas mínimas cenas, no mais ínfimo instante. Não existe nada fora, nem perdido, nem sobrando, nem faltando, nem nada errado, ou algo que possamos qualificar.

A simples constatação de que é sempre a Totalidade existindo, não importa como, nem porque, nem onde, nem quando, nem para quê, é a Realização da Budeidade, da Consciência Crística em cada um de nós.

A simples constatação de que tudo é sagrado, em cada Ser, em cada pessoa, em cada anima, planta, mineral, em cada gesto, em cada respiração, é Sagrado simplesmente por existir, por ser a Pura Presença manifesta, na sua Liberdade absoluta de expressão.

Que ainda neste nosso tempo, possamos Todos nós, realizar isso...

Que as palavras sábias do amado Mestre Jesus sejam também a nossa realidade vivida, experimentada, realizada: O Pai e Eu somos Um...
Basta que abandonemos as ilusões da mente pequenina, que teima em ver apenas um pedaço e perde a percepção do Todo acontecendo...
Amor
Lilian

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